Criamos um monstro?

Domingo assistimos O dilema das Redes. Desde então, qualquer momento é momento para relembrarmos algum detalhe do documentário e ficarmos obcecados discutindo sobre cada detalhe.

Pra quem não viu, O Dilema das Redes é sobre:

O Dilema das Redes nos mostra como os magos da tecnologia possuem o controle sobre a maneira em que pensamos, agimos e vivemos. Frequentadores do Vale do Silício revelam como as plataformas de mídias sociais estão reprogramando a sociedade e sua forma de enxergar a vida.

Os frequentadores do Vale do Silício que aparecem no filme são grandes nomes: VP da Uber, Facebook, Google e explicam como funciona a inteligência artificial por trás das redes sociais.

De fato, se tem algo que assusta, é como essa inteligência se desenvolve de acordo com o uso e com o TANTO que dá pra saber sobre nós: nossas pesquisas nos buscadores, tempo que demoramos vendo um vídeo, uma foto, busca por hashtags, preferências de música e filmes, escolhas alimentares… hoje a rede social sabe mais de nós do que nossas próprias mães.

Além do dano individual, o dano causado à sociedade é absurdo. A inteligência artificial não diferencia o que é bom ou mau, verdadeiro ou falso, ela privilegia aquilo com MUITA interação. No próprio filme, um dos engenheiros de software diz que uma notícia falsa viraliza 6x mais rápido do que uma notícia verdadeira no Twitter.
O efeito disso na sociedade democrática é imenso!

E qual a nossa ferramenta pra falar disso? A própria rede social!
Olha que louco!

Mas, olhando sem alarmismo, vamos falar a real:
A rede social é um super benefício pra sociedade: aproxima, cria vínculos, reinventa processos, traz a informação pra quem não teria um acesso fácil.
E como essa tecnologia se desenvolve rápido!

E como tudo que cresce absurdamente rápido, traz um ônus.
E agora? Como que lida?

Serião, ainda não sei bem.
Sair da rede social não é uma opção. Primeiro porque eu vivo disso aqui profissionalmente. Segundo porque é por meio desse universo que tenho acesso a tanta coisa!
Além disso, sair do Instagram ou do Facebook não vai te “salvar” dos algoritmos do mal.
Você ainda vai continuar vendo portais de notícias, usando buscadores online, acessando e-mail e fazendo compras online. Ou seja, dados sobre você, seus hábitos de consumo e gostos estarão registrados com louvor.

É o famoso: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

E agora?

Repito, não sei. Risos

Mas acho que sabermos a grandiosidade disso tudo faz toda diferença. A ignorância não é mais uma opção.

Cientes disso tudo, precisamos ser vigilantes, com tudo aquilo que usamos nas redes sociais e pra quem oferecemos nossos dados; atentos com as legislações e regras que possam vir a surgir. E esperançosos que possamos transformar essa realidade insana em uma realidade do bem, que priorize o bem estar e sociedade vivendo de maneira democrática e harmônica. Ou seja:

Deus nos acuda!

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